SONETO DA FIDELIDADE
Vinícius de Moraes
Estoril, outubro de 1939
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
e rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
Matilde por Leonardo Cribari
domingo, 29 de abril de 2007
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Um comentário:
Matilde, quer saber? Esse é o único poema que sei de trás para frente, de frente p/trás. É lindooooo...
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